No passado, as expectativas sobre um líder eram mais simples. No modelo de comando e controle, eram os próprios líderes que definiam o que se esperava deles: gerenciar pessoas e recursos para alcançar resultados.
Hoje, essa equação se tornou muito mais complexa. Além de administrar suas áreas, espera-se que os líderes inspirem, engajem e criem ambientes de confiança e inclusão. Também têm o papel fundamental de apoiar ativamente o desenvolvimento de suas equipes. Essa evolução tornou a liderança mais desafiadora — e também mais impactante.
Mudanças no cenário de trabalho
As mudanças refletem o cenário do trabalho, que hoje é bem diferente. A evolução tecnológica continua impulsionando a transformação das formas de trabalhar e conduzir negócios, assim como a dinâmica de poder global, a economia e as estruturas de segurança.
O aumento das tensões geopolíticas está impactando as cadeias de suprimentos, mudando alianças e alimentando a competição por recursos e tecnologias relevantes. A ampliação das estratégias ESG e adaptação de operações, movidas não só pelas mudanças climáticas, mas também pela crescente expressividade dos consumidores por causas sociais e ambientais são algumas das macrotendências a dominar a agenda dos líderes.
Além disto, ainda é preciso levar em conta que os níveis de desengajamento e de turnover das equipes têm atingido patamares elevados, impactando a capacidade das organizações de serem sustentáveis, adaptáveis e prósperas em tal ambiente ambíguo e interconectado.
Quais as habilidades necessárias aos novos líderes?
Com base nesse cenário, identificamos algumas das habilidades centrais que líderes em todos os níveis organizacionais podem desenvolver para lidar melhor com estes desafios:
- Inteligência Emocional: capacidade de ter consciência, entender e lidar de forma construtiva com as suas emoções (autoconsciência e auto-regulação emocional) e com as das pessoas que nos rodeiam (consciência social/organizacional e empatia, habilidades interpessoais e de gestão de relacionamentos) – a equipe direta, nossos pares, chefias, e até clientes ou stakeholders de todo o ecossistema – tendo em conta os níveis de ansiedade e stress que vivemos.
- Comunicação eficaz: surge como elemento de conexão interpessoal entre os diferentes grupos de interesse e pessoas, na medida em que aumenta a confiança entre as partes, alinha expectativas e traz clareza e permite ter conversas difíceis sobre temas relevantes, sobre os quais nem sempre todos têm a mesma opinião ou perspectiva.
- Resiliência: a capacidade de lidar com os desafios de forma adaptável e aberta, com uma mentalidade de crescimento, em que cada problema pode ser percebido com uma oportunidade de aprendizagem ou melhoria, individual ou coletiva e para o negócio.
- Gestão da mudança: é imprescindível que líderes saibam ter senso crítico para escolher as mudanças, que realmente se alinhem com o propósito e estratégia da organização. Existe uma fadiga por parte dos colaboradores às constantes mudanças, frequentemente implantadas sem clareza. Por outro lado, a condução de um processo de mudança necessita que os líderes conheçam como facilitar a transição e diminuir as resistências internas inerentes a toda e qualquer mudança.
- Pensamento criativo e pensamento analítico: o relatório do Fórum Econômico Mundial de 2023 aponta, tanto para líderes como colaboradores, essas como as habilidades mais relevantes entre 2023 e 2027. A engenhosidade e criatividade são competências que estão crescendo em importância mais rapidamente devido ao aumento da complexidade no local de trabalho.
- Construir equipes de alta performance: ter a capacidade de promover essa construção, por meio de equipes que trabalhem de forma colaborativa com responsabilidade compartilhada, se apresenta com outra competência imprescindível em um mundo interconectado.
- Literacia digital e tecnológica: em um cenário onde a tecnologia impulsiona mudanças, líderes que não possuem nenhum conhecimento técnico correm riscos significativos. Isso não significa que precisem de uma formação em TI, mas é essencial compreender as principais tendências tecnológicas, seus impactos nos negócios e os riscos envolvidos. Esse conhecimento permite tomar decisões mais estratégicas, usar a tecnologia de forma ética, desenvolver parcerias com fornecedores, capacitar equipes e contratar os profissionais certos para viabilizar essa integração. Ter especialistas na equipe que consigam traduzir conceitos técnicos de forma acessível também facilita os processos de transformação digital.
O líder de futuro se torna um orquestrador mais generalista, que necessita construir equipes de liderança compartilhada, com maiores níveis de delegação, autonomia e autoridade de decisão. Além disso, surge a necessidade de liderar o negócio presente e simultaneamente pensar o futuro, em um ecossistema aberto e interconectado de stakeholders. Os líderes precisam desenvolver ambidestria para liderar neste contexto de complexidade e aparentes polaridades.
Sobre a Quantum Development
Com foco no desenvolvimento de equipes de liderança de alta performance, a Quantum Development apoia seus clientes na sua profissionalização e na transformação da cultura organizacional em um mundo em constante evolução. Criada em 2021 pelas sócias-fundadoras Bianca Aichinger e Susana Azevedo, que possuem mais de duas décadas de experiência no mercado corporativo nacional e internacional, a Quantum Development tem em seu portfólio de clientes empresas como Grupo Leveros e Uappi.